Problemas no Irã: vídeos surgem na Internet, revelando a extensão da repressão


Vídeos de manifestantes sangrentos e atiradores de telhado surgiram com o retorno gradual da Internet ao Irã, interrompido durante distúrbios que levaram a uma das mais brutais repressões da República Islâmica, disseram analistas.

Provocadas em 15 de novembro pelo anúncio de um aumento no preço do gás, as manifestações, violentas em alguns lugares, se espalharam rapidamente para dezenas de localidades.

Mas o acesso dos manifestantes ao mundo exterior via internet também foi cortado rapidamente pelas autoridades, segundo o NetBlocks, que monitora a liberdade de acesso à internet e relatou uma interrupção quase total por pelo menos uma semana.

Durante esse blecaute, a repressão foi “mais brutal” do que em protestos anteriores no Irã, diz a AFP Kamran Matin, pesquisador em relações internacionais da Universidade de Sussex (Grã-Bretanha).

“Todos os vídeos que eu vi antes do desligamento da internet mostram que o intervalo entre o início dos comícios e + tiros para matar + foi muito curto”.

No final de novembro, o líder supremo Ali Khamenei afirmou que seu país havia derrotado “uma conspiração perigosa” orquestrada principalmente pelos Estados Unidos e Israel, inimigos jurados de Teerã.

Mas, após o retorno gradual da internet, começaram a circular vídeos de centenas de teatros de eventos, dando outra versão dos fatos.

Agitando fotos

Nessas imagens trêmulas, é possível ver as forças de segurança atirando à queima-roupa contra manifestantes desarmados ou atingindo-os com paus, enquanto corpos ensangüentados estão espalhados pelo chão.

Gritos de terror e slogans ecoam contra o aparato de segurança e a classe dominante, denunciando a inflação e o alto desemprego.

Em um vídeo filmado em Teerã, que a Anistia Internacional garantiu autenticidade, membros das forças de segurança surgem das costas de um prédio e disparam contra manifestantes.

Outro relógio …

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