Irã: indignação continua apesar das prisões


O Irã anunciou na terça-feira que realizou prisões relacionadas à investigação do desastre de avião civil ucraniano que foi abatido por engano, sem acabar com a indignação no país que provocou protestos desde sábado.

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Depois de negar a hipótese de um míssil iraniano lançar o acidente do avião da Ukrainian International Airlines, cujos 176 passageiros foram mortos logo após decolar da capital em 8 de janeiro, Teerã assumiu a responsabilidade no sábado, evocando um “erro humano”, enquanto denunciava o “aventureirismo americano” neste drama.

O anúncio provocou revolta no país, onde vídeos circulando nas redes sociais mostram por três dias manifestações pontuadas por slogans hostis às autoridades, incluindo o clero xiita.

Extremamente rara, a agência de notícias Fars, próxima aos ultra-conservadores, relatou que os manifestantes no domingo gritaram “Morte ao ditador!” E cantaram slogans hostis aos Guardas Revolucionários, o exército ideológico iraniano.

Trinta pessoas foram presas entre os manifestantes, anunciou o porta-voz da autoridade judicial, Gholamhossein Esmaïli, em entrevista coletiva na terça-feira.

No entanto, pela manhã, várias manifestações com gritos de “estudantes iranianos de luto” ou “você não tem moral!” Ainda ocorreram em frente às universidades da capital, segundo vídeos publicados nas redes sociais.

Na Universidade de Teerã, cerca de 200 estudantes, a maioria mascarados, se envolveram em um conflito tenso com jovens membros do Bassidji, voluntários muçulmanos leais, observou a AFP. No lado de Bassidji, mulheres de preto gritaram “Morte no Reino Unido”, enquanto jovens queimaram a efígie de papelão do embaixador britânico Rob Macaire, preso brevemente neste fim de semana sob …

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