Donald Trump, gerenciamento de crises ou reunião de campanha?


“Uma grande parede magnífica!”.

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A expressão, referindo-se ao prédio que Donald Trump prometeu erguer na fronteira com o México desde 2015, reapareceu no meio da coletiva de imprensa da “Força-Tarefa Coronavírus” na quarta-feira.

O episódio não surpreendeu tanto o presidente americano ter abandonado, durante esta reunião diária, as explicações sobre a emergência de saúde para encontrar os acentos de seus comícios Make America Great Again, seu slogan de campanha para 2016.

Privado de seus “comícios MAGA” e de suas trocas irrestritas com jornalistas antes de embarcar no helicóptero presidencial Marine One, o bilionário republicano brinca com a mistura de gêneros, no horário nobre.

Nesse contexto de crise, ele ocupa espaço sozinho. Oposto, quase ninguém. Joe Biden, seu provável adversário democrata nas eleições presidenciais de novembro, é inaudível. E o pequeno estúdio de televisão que ele instalou às pressas no porão de sua casa em Wilmington, Delaware, não muda nada.

À medida que o marco de 1.000 mortos do Covid-19 acaba de ser ultrapassado pelas principais potências mundiais, as vozes estão subindo para lamentar a reviravolta tomada por este briefing de imprensa diário projetado para informar, explicar e tranquilizar.

Em alguns dias, Donald Trump deu informações erradas sobre a disponibilidade dos testes, demonstrou seu otimismo a todo custo em um possível tratamento que não foi objeto de nenhum estudo clínico sério e evocou, ao contrário de todas as opiniões saneamento, um retorno ao normal para parte dos Estados Unidos até a Páscoa.

Ele falou da “luz no fim do túnel”, quando a horrível contagem de vítimas de pandemia está apenas começando e o governador de Nova York, Andrew Cuomo, não espera um pico por duas a três semanas.

Comunicados à imprensa “perigosos”

Para Margaret Sullivan, colunista de mídia da Washington Post, a transmissão ao vivo desses …

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