Coronavírus: a luta de um médico entre solidão e medo em Hong Kong


Depois de seus guardas exaustivos com pacientes portadores do novo coronavírus, Alfred Wong, médico de Hong Kong, encontra-se sozinho em um quarto de hotel longe de sua esposa grávida.

Aos 38 anos, ele se ofereceu para se juntar à equipe médica encarregada das pessoas que sofrem de pneumonia viral Covid-19 e colocada em isolamento.

É uma maneira de evitar ser chamado para trabalhar mais tarde e perder o nascimento de sua filha, prevista para dois meses. Enquanto isso, para evitar qualquer risco de contaminação, ele limita o contato com seus parentes o máximo possível.

“A única coisa que posso fazer agora é fazer o meu melhor para me proteger e ficar longe de todos, minha família e meus amigos”, disse ele à AFP.

Desde que ingressou nesta equipe médica no início de fevereiro, o Dr. Wong está dormindo em um hotel perto do hospital e, para minimizar qualquer risco de contaminação, ele raspou a cabeça.

Doutor Alfred Wong, em Hong Kong, em 13 de fevereiro de 2020 (AFP - Philip FONG)

Doutor Alfred Wong, em Hong Kong, em 13 de fevereiro de 2020 (AFP – Philip FONG)

“Talvez o maior presente que eu possa dar seja ser um marido vivo”, disse Wong, coçando as mãos, irritado com as lavagens frequentes. Ele planeja celebrar o Dia dos Namorados com sua esposa, mas no restaurante eles se sentam em duas mesas diferentes.

Como ele, centenas de médicos e enfermeiros de Hong Kong foram separados de suas famílias desde o surgimento do novo coronavírus, que matou quase 1.400 pessoas em toda a China continental.

Em Hong Kong, um território chinês semi-autônomo, foram registrados 53 casos de contaminação por coronavírus e uma pessoa morreu.

– Equipamento limitado –

Mesmo que esses números permaneçam muito baixos em comparação com a China continental, a equipe de saúde está sob grande pressão em hospitais já sobrecarregados por essa megalópole de mais de 7 milhões de habitantes.

Atualmente, nos hospitais públicos de Hong Kong, cerca de 60% das salas de isolamento são ocupadas por pessoas portadoras do novo coronavírus ou por casos suspeitos.

O médico não quer dizer para qual estabelecimento ele trabalha e diz para se expressar como …

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