OpEval do Eurofighter

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O projeto do Eurofighter foi submetido a várias avaliações operacionais. Essas avaliações foram levadas a cabo independentemente do consórcio Eurofighter, principalmente pela DERA britânica, a Defence Evaluation and Research Agency (agora divididas em QinetiQ e DSTL). Diferentemente de estudos teóricos anteriores, a análise do Eurofighter utilizou a abordagem do uso de simuladores de voo por computador. Isto foi conseguido através do emprego de computadores ligados em rede denominados JOUST, num campo de batalha virtual, onde cada um era pilotado por um piloto humano real. O sistema foi usado exaustivamente para avaliar a performance BVR do Eurofighter e outras aeronaves contra uma versão modernizada do Su-27 Flanker (comparável ao Su-35 Super Flanker e seus equivalentes). Os estudos investigaram todos os aspectos das melhores performances da maior parte dos sistemas de cada aeronave; aviônica, estrutura (incluindo dados de RCS), performance do motor (incluindo consumo de combustível), defesas e interface homem-máquina. Nos testes, o caça francês Rafale usou o míssil MICA (que ainda é o principal armamento ar-ar francês) enquanto os outros caças ocidentais (veja lista abaixo) usaram o AMRAAM. As simulações concluíram que o Eurofighter venceria 82% dos combates (100% venceria sempre, 0% perderia sempre, 50% igualaria a paridade) contra o Flanker. Outra forma típica de apresentar o dado é na forma de “kill ratio” 4.5:1, ou seja, para cada Eurofighter abatido, seriam abatidos 4.5 Su-35. Em comparação, os outros caças teriam as seguintes “kill ratios”: F-16 (0.3:1), F-15C (0.8:1), F-18C (0.3:1), F-18+ (0.4:1 – não era o Super Hornet na simulação, mas uma versão melhorada do F-18) e o Dassault Rafale (1:1). O único caça que superou o Eurofighter foi o F-22 Raptor, com “combat exchange ratio” de quase 10.1:, ou seja, para cada F-22 abatido, teríamos 10 Super Flanker derrubados. Somando-se aos resultados da performance de combate, foram feitas avaliações individuais. No combate BVR uma questão fundamental é a aceleração em médias altitudes e nesse quesito o Eurofighter iguala o F-22 à Mach 0.9 e 22.000 pés de altitude. Em velocidades supersônicas (Mach 1.6 e 36.000 pés), a taxa de giro sustentado do Eurofighter supera todos os outros, menos o F-22, mas na taxa de giro instantâneo o Eurofighter foi superior. Em baixas altitudes, o Eurofighter pode acelerar de 200 nós a Mach 1.0 em menos de 30 segundos. Como na performance em velocidade supersônica, o Eurofighter superou a todos, menos o F-22. Somente o Rafale aproximou-se do Eurofighter nestas comparações. Dados completos das simulações não foram revelados, mas o que vazou mostra o potencial do Eurofighter e de outros caças contra o Super Flanker.

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Visita Oficial do Casal Real da Suécia

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As Suas Majestades, o Rei Carl XVI Gustaf e a Rainha, Silvia farão uma visita de estado ao Brasil do dia 23 ao dia 26 de março de 2010, a convite do Presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O governo sueco será representado na visita pelo Ministro de Desenvolvimento Social, Göran Hägglund, o Ministro da Defesa, Sten Tolgfors e o Secretário de Estado de Comércio Exterior, Gunnar Wieslander. Além do governo, haverá uma delegação empresarial sueca visitando o Brasil no âmbito da visita de estado, liderado pela Presidente da Confederação das Empresas Suecas, Sra. Signhild Arnegård Hansen . Objetivos O principal objetivo da visita de estado é o de aprofundar e reforçar a cooperação estratégica entre a Suécia e o Brasil. Uma prioridade é a cooperação industrial, em especial, da alta tecnologia e inovação. Em outubro de 2009, durante a visita oficial do Presidente Lula à Suécia, foi assinado um acordo de cooperação nesta área. A cooperação já está em andamento, através de universidades, pela Agência Sueca de Inovação para Desenvolvimento Sustentável, VINNOVA e pela Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial, ABDI. Um conselho empresarial, entre a Suécia e o Brasil, será lançado como uma plataforma para o diálogo entre as empresas influentes e os governos. Além disso, a visita é importante para promover o comércio entre os países, e facilitar o aumento de investimento pela industria sueca, que tem grande presença no Brasil. Entre as áreas identificadas como prioritárias para a cooperação estratégica entre os dois países estão: a bioenergia / biocombustíveis, tecnologias sustentavéis, silvicultura e também a indústria florestal. Um esforço já está sendo feito na promoção da sustentabilidade, principalmente em planejamento e desenvolvimento urbano (um projeto chamado Symbio City). A educação e a defesa também são relevantes para uma ampliação na cooperação. Outra parte importante da visita será a promoção de valores suecos, como a realização de troca de experiências sobre os direitos das crianças e o enfrentamento ao tráfico de pessoas. Programa Preliminar de 23 a 26 de março Terça-feira 23 de março As Suas Majestades o Rei Carl XVI Gustaf e a Rainha Sílvia chegarão ao Brasil no aeroporto militar de Brasília na parte da tarde, onde uma cerimônia oficial de boas-vindas será realizada. Logo depois da chegada, Suas Majestades estarão estar presentes quando a Embaixadora Annika Markovic abrirá uma exibição de fotos da construção de Brasília, do fotógrafo sueco Åke Borglund, e um filme no mesmo tema do diretor sueco Torgny Anderberg. Depois a mesma exibição será mostrada no Congresso Nacional. O programa continua com uma reunião com a delegação empresarial sueca, constituída por presidentes das empresas mais importantes da Suécia. À noite, o Presidente Luiz Inácio Lula da Silva e sua esposa, a Primeira Dama Marisa Letícia Lula da Silva, irão oferecer um jantar informal para o Casal Real no Palácio Presidencial Alvorada. Quarta-feira, 24 de março Durante a manhã, suas Majestades, o Rei e a Rainha farão uma visita ao Supremo Tribunal Federal, onde serão recebidos pelo Presidente do Tribunal, Ministro Gilmar Mendes. Em seguida, o Casal Real irá ao Congresso para encontrar o Presidente do Senado, José Sarney e o Presidente da Câmara dos Deputados, Michel Temer. O Presidente Lula da Silva e a Primeira Dama receberão o Casal Real no Ministério das Relações Exteriores. No Ministério, os dois chefes de estado terão uma reunião oficial e participarão da inauguração de um conselho empresarial entre empresas suecas e brasileiras. Enquanto isso, a Rainha e a Primeira Dama terão uma reunião em separado. A visita terminará com um almoço oficial com discursos dos dois chefes de estado. À tarde acontecerá uma reunião que tratará sobre os povos indígenas no Brasil, com o Ministro da Justiça Luiz Paulo Barreto, o Presidente da Fundação Nacional do Índio, Márcio Meira (FUNAI), e representantes dos povos indígenas. Depois o Rei encontrará a organização dos escoteiros do Brasil. A noite termina com uma jantar na residência da Embaixadora Sueca Annika Markovic. Quinta-feira, 25 de março O Casal Real deixa Brasília na parte da manhã e vão em direção a São Paulo. A Federação das Indústrias do Estado de São Paulo oferecerá um almoço seguido por um seminário sobre a ampliação da cooperação na área de alta tecnologia e inovação entre o Brasil e a Suécia. Sua Majestade o Rei e o Presidente da FIESP Paulo Skaf, serão oradores, entre outras pessoas. À tarde a Rainha discursará na inauguração do seminário regional sobre o tráfico de pessoas e a exploração sexual. Logo depois, a Rainha irá se encontrar com a Rede “Não Bata, Eduque!” que trabalha contra a punição corporal de crianças. À noite, o Rei e a Rainha encontrarão o Governador do Estado de São Paulo, José Serra, com sua esposa, Mônica Serra. Em seguida, o Rei e a Rainha convidarão os representantes empresariais brasileiros e suecos, entre outras pessoas, para um jantar. Sexta-feira, 26 de março Dia dedicado a visitar a cidade industrial de São José dos Campos. O Rei visitará a Vale Soluções em Energia – empresa focada em novas soluções de energia sustentável; e o Instituto Nacional de Pesquisa Espacial, que, além de pesquisa, também é responsável pelo programa de satélites do Brasil. A Rainha visitará a Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo pela manhã e depois continuará em São José dos Campos para conversar com o prefeito, e fazer a apresentação do projeto do World Childhood Foundation, chamado “Refazendo Laços”. Este projeto atua no reforço à proteção de crianças. O Casal Real finalizará o programa em São José dos Campos com uma visita conjunta à empresa Embraer, com almoço e exibição da montagem final de aeronaves. A visita oficial terminará em São Paulo, durante a tarde, no dia 26 de março. FONTE : Embaixada da Suécia NOTA DO EDITOR : para os suecos, o jogo ainda está valendo.

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Dois Super Hornets colidiram sobre os EUA: um caiu, o outro pousou

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Dois caças F/A-18E Super Hornet colidiram no ar na última segunda-feira, durante uma missão de treinamento de rotina no Complexo de Treinamento de Fallon Range. As aeronaves eram do esquadrão VFA 137 baseado na Naval Air Station (NAS ) Lemoore, na Califórnia (EUA). A colisão deu-se aproximadamente às 22 horas (hora local). Segundo a U.S. Navy (Marinha dos EUA), nenhum piloto foi ferido. Um dos pilotos pousou sua aernave danificada às 22h13 na NAS Fallon. Já a outra aeronave caiu em uma área remota a leste da base, sendo que o piloto ejetou com segurança e foi resgatado próximo ao local da queda às 23h20 por um helicóptero SH-60F Seahawk da equipe de busca e salvamento da base (os “Longhorns”). Após o resgate, o piloto foi avaliado em uma unidade médica e liberado. As causas do acidente estão sob investigação FONTE / FOTO (apenas ilustrativa: Super Hornet do VFA 137, equipado com pod de reabastecimento na estação ventral, em formação com aeronave similar do VFA 2): U.S.Navy VEJA TAMBÉM: Dois caças F-5 da Coreia do Sul batem em montanha Militares procuram piloto desaparecido após colisão entre caças nos EUA Caças franceses Rafale caem no Mar Mediterrâneo Dois F-18 espanhóis caem perto das Ilhas Canárias Acidentes com Gripen Incidente com caça Gripen Fim de linha para o “Frankenhornet” Acidente com caças Mirage F-1 espanhóis vitima 3 pilotos Finlândia: F-18 monoposto acidentado é convertido em biposto Irã perde seu único AWACS numa colisão aérea com um caça F-5 Dois Su-27 da ‘Russkiye Veetyaze’ se chocam no ar e comandante morre Acidente entre um Typhoon e um VC-10 sobre as Malvinas Índia segura todos os seus Su-30MKi no chão

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ISS:o maior projecto de engenharia da humanidade

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A cada 92 minutos, voa sobre nossas cabeças, o projecto mais complexo alguma vez feito pela humanidade. Uma estrela brilhante que podemos observar a…

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Cryosat, a missão dos gelos

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A extensão do gelo e sobretudo a espessura condicionam as correntes marinhas e, por conseguinte, o clima terrestre. Uma nova ferramenta de observação…

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H-1H que sofreu acidente no MS será inutilizado

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A FAB (Força Aérea Brasileira) informou que o helicóptero 8689 H-1H, que caiu no início da tarde de ontem (5) ao levantar voo do heliponto do Hospital Regional de Mato Grosso do Sul Rosa Pedrossian, teve perda total. A assessoria da Base Aérea de Campo Grande informou que a aeronave será inutilizada. Os dois veículos, Corsa Classic e Fiat Uno, destruídos no acidente, deverão ser ressarcidas pela instituição. Dois oficiais de segurança de voo estão realizando perícia no helicóptero para descobrir a causa do acidente. Conforme a assessoria, o processo deverá ser concluído em 30 dias. Cinco pessoas estavam na aeronave, mas não tiveram ferimentos. Contudo, os três tenentes e os dois sargentos foram submetidos a exames médicos no Pronto Atendimento Médico do HR. Acidentes – Nos últimos oito anos, aviões e helicópteros da FAB estiveram envolvidos em pelo menos sete acidentes. O mais recente envolvendo um helicóptero H-1H foi em novembro de 2008, quando três militares morreram e outros três ficaram feridos, na cidade de Icapuí, no interior do Ceará. A aeronave modelo H-IH fazia a rota entre Natal, no Rio Grande do Norte, e Fortaleza e teria tentado um pouso forçado em um campo de futebol na periferia da cidade. Um incêndio acabou matando os três militares. Em 2005, dois militares morreram devido a queda de um helicóptero, também do Esquadrão Pelicano. O acidente ocorreu durante uma missão de treinamento realizada nas proximidades da pista de pouso da Base Aérea de Campo Grande. FONTE/FOTO : PantanalNews , Capitalnews LEIA TAMBÉM: Acidente com H-1H da FAB em hospital de Campo Grande Acidente com helicóptero H-1H da FAB

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Faturamento da Helibrás aumenta 64%

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Número de aeronaves entregues saltou de 26 em 2008 para 31 no ano passado Virgínia Silveira Apesar das dificuldades decorrentes da crise mundial no ano passado, que afetou principalmente o segmento de aviação executiva, a fabricante de helicópteros Helibrás, baseada em Itajubá (MG), encerrou 2009 com faturamento recorde – R$ 357 milhões. Esse desempenho foi 64% maior que o alcançado no exercício anterior. Contribuiu para o resultado o aumento na entrega de aeronaves, que passaram de 26 em 2008 para 31 unidades. Mesmo num cenário adverso, quando companhias do setor aeronáutico enfrentaram cancelamento de pedidos, as vendas de helicópteros da companhia somaram 63 aeronaves, com valor avaliado em R$ 1,5 bilhão. Hoje, a empresa possui o total de 80 pedidos em carteira. O destaque das encomenda foi a venda de 50 helicópteros EC 725 para as Forças Armadas do país, contrato estimado em R$ 5,9 bilhões até 2016. As três primeiras unidades serão entregues até o final deste ano. Eduardo Marson, primeiro presidente brasileiro da Helibrás, contou que a retração da demanda no mercado corporativo foi compensada pelo crescimento das vendas para o segmento de segurança pública. “Até 2008, vendíamos uma média de 30 a 40 helicópteros Esquilo por ano. Esse número caiu para 15 em 2009, mas projetos como o do aparelho militar EC725 e as vendas para segurança pública devem ocupar essa diferença”. O executivo ressaltou que somente em janeiro, tradicionalmente considerado ruim para as área comercial, a Helibrás vendeu quatro helicópteros para clientes na área de segurança pública. A proximidade de eventos como a Copa do Mundo, em 2014, e a Olimpíada de 2016, segundo Marson, também devem aquecer ainda mais esse mercado. Os negócios no setor de serviços, por sua vez, aumentaram 37% em 2009. A receita obtida nesse segmento atingiu R$ 77 milhões no ano, ante R$ 56 milhões dos 12 meses anteriores. Marson explica que esse mercado dará um salto importante neste ano, com o início da modernização de 34 helicópteros Pantera para o Exército Brasileiro. Trata-se de um projeto avaliado em R$ 375,8 milhões e considerado o maior contrato da área de serviços da empresa, em mais de 30 anos de atuação. “Agora, estamos preparando a companhia para se tornar uma grande “helicopterista” em todos os sentidos. Ou seja, vai dominar o ciclo completo de produção e manutenção de um helicóptero no prazo de seis anos “, disse. A Helibrás é subsidiária do grupo francês Eurocopter, maior fabricante mundial de helicópteros, controlado pelo europeia EADS. A modernização dos helicópteros do Exército também prevê a capacitação da Helibrás nas áreas de integração de sistemas, aviônicos, modificações no motor, caixa de transmissão e estrutura. “Com isso, a manutenção de alguns itens, que antes era feita na França e demorava vários meses, passará a ser desenvolvida totalmente no Brasil, resultando em uma expressiva redução de custos para os nossos clientes”, afirmou. O mercado de serviços, segundo Marson, responde por 30% do faturamento da Helibrás. “Uma das prioridades da minha gestão é aumentar essa participação para 50%, envolvendo atividades de manutenção, “retrofit” (colocação de equipamentos mais sofisticados e avançados tecnologicamente) e modernização de frota”. “Em épocas de crise, clientes investem mais em melhorias do que na compra de novos aparelhos”, observou. Para se aproximar mais dos clientes, a Helibrás também pretende descentralizar seu sistema de manutenção de helicópteros com instalação de novas bases. O Rio de Janeiro é um candidato potencial para abrigar um desses novos centros de manutenção , tendo em vista a grande concentração de aeronaves civis e das Forças Armadas na região, disse Marson. Atualmente, a empresa tem dois centros no Brasil – um na cidade de São Paulo e outro em Itajubá. O projeto da versão militar do helicóptero EC-725, que será fornecido para as Forças Armadas Brasileiras, de acordo com o executivo, vai transformar a Helibrás em um grande polo industrial do grupo europeu EADS na América do Sul. “A capacitação para projetar e produzir helicópteros no Brasil colocará a Helibrás na posição de quarto pilar do grupo Eurocopter no mundo, depois da Alemanha, França e Espanha”, afirmou. A fábrica da companhia, em Itajubá, acredita o executivo, será transformada em alguns anos em um dos centros de competência mundial do grupo europeu em relação a determinados modelos, sistemas e competências. O projeto prevê a produção gradual dos helicópteros no Brasil até atingirem um índice de 50% de conteúdo nacional, num prazo de seis anos. As primeiras seis a oito aeronaves serão montadas na França e as demais no Brasil, de acordo com o projeto de nacionalização acordado entre a empresa e o governo. FONTE/FOTO : Valor Econômico, via Notimp/O Tempo, V. Gonçalves

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Observação por satélite ferramenta indispensável do pós-catástrofe natural

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A tragédia do tremor de terra no Haiti gerou uma grande mobilização da solidariedade internacional. A observação por satélite também dá uma…

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Uma opinião sobre o F-X2

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Recebemos esse texto hoje, que seria de autoria do Brig R1 Teomar Fonseca Quírico, ainda a ser confirmada. Tivemos a oportunidade de conhecer o Comte Quírico quando ele estava recebendo o AMX na FAB, em 1991. Os negritos no texto são nossos. PROJETO FX-2: ALGUNS COMENTÁRIOS A RESPEITO NA ANTEVÉSPERA DA DECISÃO Este artigo está sendo escrito no dia 21 de outubro de 2009, na antevéspera da decisão sobre o vencedor do chamado Projeto FX-2. Nesses últimos meses tenho sido questionado com bastante frequência a respeito do que eu acho desse processo de seleção do mais novo avião de caça que o Brasil vai comprar: quem vai ganhar, qual dos três aviões é o melhor etc. Companheiros da Força, amigos militares de outras forças, civis conhecidos e por vezes até desconhecidos (é impressionante a atração que o avião, em especial o avião de caça, tem sobre o homem comum!), eventualmente sabedores da minha condição de piloto de caça na reserva, todos querendo saber a minha opinião a respeito. Eu sempre desconversei, no sentido de não tumultuar mais ainda um processo já por demais tumultuado, dentro da filosofia popular que diz que “piru de fora não se manifesta”! Um dia nós ainda vamos aprender a fazer como a Marinha, que compra 5 submarinos, um deles nuclear, troca de portaviões, compra aviões de caça, tudo com muito pouco ou quase nenhum ruído na mídia! A todos eu dizia que os três aviões eram muito bons, que todos atendiam as nossas necessidades operacionais, e que o mais importante seria aquilo que o Brasil iria ganhar além dos aviões. Dizia, ainda, que independentemente da minha opinião, o parecer que fosse assinado pelo oficial responsável pela equipe técnica de avaliação eu assinaria embaixo porque, conhecedor do perfil e do profissionalismo desse oficial, tinha a certeza de que o que ele indicasse sem dúvida nenhuma seria a melhor alternativa a ser adotada pela FAB e pelo Brasil. Naturalmente que tenho uma opinião em relação ao assunto e em respeito aos amigos que me questionaram em tempos atrás, resolvi colocar minhas considerações no papel neste momento, na antevéspera da decisão a ser tomada, mas somente tornando-a pública após o anúncio do projeto vencedor. Se não o fiz no passado para não tumultuar o processo, faço-o agora, antes da decisão, para não ser contaminado ou influenciado pelos comentários que certamente irão surgir e para não dar uma de “engenheiro de obra pronta”, figura que sempre abominei ao longo da minha carreira. Naturalmente que faço isso com a irresponsabilidade da reserva, por não ser conhecedor de qualquer aspecto das propostas apresentadas e baseado apenas no sentimento e experiência angariados em mais de trinta anos de serviço dedicados em especial à aviação de caça do Brasil. Claro que é fácil falar quando não se tem a responsabilidade de uma decisão, mas dentro do mais puro espírito da “Tribuna Livre do Piloto de Caça” aí segue minhas considerações. 1- Qual dos três aviões é o melhor? Para quem voa Mirage 2000, F-5E modernizado, A-1A/B ou AT-29 “é ruim” dizer que um Rafale, um F-18E/F ou mesmo um Gripen não atende às nossas necessidades operacionais! Costumo comparar a situação com aquela em que um proprietário de um Monza 87, com o dinheiro da poupança no bolso, procurando um automóvel novo para comprar, recebeu ofertas de um Peugeot/Citroen último tipo, de um Cadillac também último tipo, bem como de um Volvo não menos atualizado; é difícil para o cara dirigindo aquele Monza antigo dizer que qualquer dos carros ofertados não atendem a sua necessidade de transporte! Entretanto, se além do automóvel um fornecedor pouco ou nada oferece, um outro dá um ano de seguro total gratuito e o terceiro oferece, além do seguro gratuito, dois anos de assistência técnica e de peças de reposição também gratuitos, com quilometragem livre, agora nosso bravo proprietário do Monza já teria algumas vantagens adicionais em escolher um ou outro automóvel. Ou seja, o que menos importa nessa competição é o avião, uma vez que todos, com certeza, atendem às nossas necessidades operacionais; o que importa mesmo é o que o Brasil vai receber ALÉM dos aviões!! A diferença está aí e, nesse sentido, estão certíssimas nossas autoridades que dizem que a transferência de tecnologia é que será o fator primordial para a decisão, muito embora essa expressão – transferência de tecnologia – mereça algumas considerações que serão feitas ao final. Mas o que importa no momento é ressaltar que o fator de decisão não deve ser o avião, mas o pacote de benefícios que o Brasil irá receber além da aquisição pura e simples das aeronaves. A partir deste raciocínio, mesmo o homem comum, principalmente aquele ligado às coisas da aviação, já tem condições de fazer um prejulgamento considerando o histórico dos três países envolvidos na disputa. 2- França (Rafale), EUA (F-18E/F), Suécia (Gripen NG) Novamente falando, todos os comentários a seguir eu os faço irresponsavelmente a partir da experiência acumulada ao longo da carreira, uma vez que não tive acesso a qualquer informação pertinente à disputa, além daquelas que se tornaram públicas pelos meios da imprensa. Minha experiência com os franceses é a pior possível, vem de longa data, desde o início da minha carreira como piloto de caça, e a não ser que de alguma forma nossos amigos gauleses tenham mudado radicalmente e expressado isso nos documentos apresentados (o que também não garante nada!), minha opinião é de nem levá-los em consideração ab initio ! Ela se inicia com a comparação das publicações técnicas vindas com o Mirage III com aquelas que trouxemos junto com os nossos F-5. Basta pegar as TO-1 de ambas as aeronaves e se verá a pobreza das informações contidas na TO do Mirage em comparação com aquelas existentes na do F-5. Tradicionalmente as publicações técnicas francesas pouco informam de importante, em comparação com o nível de informações contidas nas publicações americanas, por exemplo. Gráficos de desempenho, gráficos de combate… basta comparar e ver a diferença entre elas! Além disso, minha experiência com eles passa pela definição do canhão que equiparia a série das nossas aeronaves AMX. Poucos sabem, mas nossos protótipos de A-1 foram ensaiados com o canhão DEFA 554, uma versão melhorada daqueles canhões que equipavam nossos Mirage III. Pois bem, depois de toda uma campanha de ensaios feita com o DEFA 554, na hora em que fomos colocar nosso pedido de compra para a série, nossos amigos franceses colocaram tanta dificuldade e tanto sobre preço que, a despeito de todo o gasto que teríamos para ensaiar um novo canhão, saiu mais barato e conveniente trocarmos de armamento e começarmos tudo de novo, com um novo canhão de um outro país que poderia, inclusive, ser produzido no Brasil! Essa experiência ruim continua com a gestão do contrato da troca dos helicópteros “Puminha” pelo Super-Puma onde, a despeito de contratualmente constar a implantação de um banco de provas do motor, para evitar o tremendo gasto das revisões gerais feitas na França, tivemos que suar várias camisas para convencer nossos amigos gauleses a simplesmente cumprirem as cláusulas previstas contratualmente que eles haviam concordado e assinado! E saí da logística sem saber se eles efetivamente cumpriram o contrato ou se estamos até hoje mandando nossas turbinas para fazerem revisão geral na França! E falando em logística, só quem trabalhou nessa área para saber o elevadíssimo custo de manutenção dos produtos franceses, quase que inviabilizando, economicamente, a operação desses equipamentos. Quanto à transferência de tecnologia, bem, basta alguém procurar saber hoje, passadas algumas dezenas de anos, qual é o índice de nacionalização dos nossos helicópteros Esquilos montados em Itajubá para se ter uma idéia da filosofia francesa em relação ao assunto. Um companheiro antigo da Força costuma dizer que a diferença entre o americano e o francês é que o americano pouco ou nada entrega, mas aquilo que ele se comprometeu a entregar ele o faz; já o francês, promete que vai entregar mundos e fundos e, ao final, apesar de compromissado e assinado, pouco ou nada entrega! Eliminados os franceses restam, portanto, dois competidores. 3- EUA (F-18E/F) x Suécia (Gripen NG) Ainda baseado na minha experiência de carreira e uma vez mais irresponsavelmente falando, entendo que a solução de menor risco é a americana, enquanto a alternativa que nos daria a maior independência é a sueca. A solução americana é a de menor risco, uma vez que há centenas de F-18E/F voando em diversos países, com alguns milhares de horas de vôo acumuladas, além de ser o avião de primeira linha de combate da marinha americana nos dias de hoje. A versão ofertada é a do Super-Hornet (F-18 E/F) e não a do Hornet antigo (F-18 A/B ou mesmo C/D). Isso nunca tivemos antes, uma vez que os americanos sempre nos ofertaram aviões de segunda linha e que não estavam sendo empregadas operacionalmente pelas suas próprias forças armadas. A FAB já possui longa tradição em operar aeronaves americanas, temos já toda uma cultura operacional assimilada bem como uma completa cadeia logística implantada com nossos amigos americanos do norte. Táticas de combate, canais de suprimento, escritórios de ligação, tudo implantado e funcionando (bem)! Além disso, se olharmos para frente e visualizarmos necessidades futuras para o nosso País, há já uma versão de combate eletrônico dessa aeronave, bem como ela própria é uma versão embarcada que poderia vir a preencher uma eventual necessidade futura da nossa marinha de guerra, com todas as vantagens que isso possa significar para ambas as Forças e para o nosso País. Como ponto negativo, tradicionalmente nossos amigos do norte não fornecem os armamentos e os equipamentos mais atualizados e que na guerra fazem a diferença! Podemos até tentar, mas penso que dificilmente eles nos cederiam tudo aquilo que desejamos, seja por filosofia política seja pela arrogância típica americana! Entretanto, o pouco ou o muito que conseguirmos obter nas negociações de agora, ANTES da indicação da aeronave vencedora, certamente iremos receber; tradicionalmente os americanos cumprem o assinado em contrato, sem grandes desgastes por parte do contratante. Se a alternativa americana é a de menor risco, é porque a solução sueca tem um risco maior. E isso é debitado ao fato de que a aeronave ofertada de fato não existe, é um projeto em desenvolvimento, com todos os riscos e custos que isso possa significar. Paradoxalmente, é exatamente por isso – ser um projeto em desenvolvimento – a razão para a maior independência que o nosso País teria ao operar essa aeronave. Por estar em desenvolvimento, poderíamos desde já participar com as nossas empresas em projetos, processos, testes, ensaios, fabricação etc., nas áreas de nosso maior interesse, nos mesmos moldes utilizados do desenvolvimento da aeronave AMX, com uma grande e marcante diferença, com toda a experiência do que deu certo e do que não deu certo naquele projeto! Essa é a única forma de se ter independência, é conhecer o porquê (know-why) das coisas, e não apenas o como fazer (know-how) dessas coisas. É importante ressaltar que a forma de participação nesse desenvolvimento, as áreas em que atuaríamos, os compromissos e documentos que norteariam esse trabalho, tudo que dissesse respeito a isso teriam de ser definidos e assinados ANTES da indicação do projeto vencedor, enquanto o poder de barganha está conosco; se deixarmos para depois, o poder de barganha passa para o outro lado e só teremos aquilo que ele quiser nos dar! Quanto ao risco em escolher uma aeronave em desenvolvimento, em minha opinião esse risco é bem reduzido; não podemos esquecer que a versão ofertada (Gripen NG) é uma versão melhorada de uma aeronave já existente e voando em diversas Forças Aéreas no mundo, e que a Suécia é um país com grande tradição e sucesso no desenvolvimento de aeronaves de caça , com soluções pioneiras que, posteriormente, algumas delas se tornaram presentes em outras aeronaves (a aerodinâmica utilizando o duplo delta da aeronave Draken, a superfície canard totalmente móvel usada no Viggen, o trem de pouso principal em tandem e o uso de reverso no motor do mesmo Viggen). Além do mais, a experiência que tivemos recentemente com os suecos no desenvolvimento da versão de vigilância aérea da aeronave E-99, utilizando o radar Erieye, sugere que teríamos um ambiente de extrema e profícua colaboração entre os dois países e as empresas participantes. Bem, depois de tanto falar, resta ainda a pergunta – qual dos dois projetos seria, em minha opinião, o melhor para o nosso País: o de menor risco (Super-Hornet) ou o da maior independência (Gripen NG)? O cachimbo deixa a boca torta, assim diz um dito popular. Talvez por ter participado do desenvolvimento da aeronave AMX, por ter percebido as chances enormes que nosso País teve em termos de obtenção de conhecimento, tecnologia, trabalho com elevado valor agregado etc., por ser um incorrigível entusiasta da indústria nacional sou levado dizer que em minha opinião a melhor solução a ser adotada pelo Brasil é a solução sueca. Já que, por definição, todos os aviões atendem às nossas necessidades operacionais, participar do desenvolvimento da versão NG da aeronave Gripen, com nossos amigos suecos, certamente é a alternativa que maior possibilidade dá de transferência de tecnologia e aquisição de conhecimentos para o nosso País. E em relação a isso – Transferência de Tecnologia – vale à pena fazer alguns comentários em função de experiências passadas. 4- Transferência de Tecnologia: Falácia ou Panaceia? Ao longo de todo esse processo de escolha tenho ouvido diversos companheiros se manifestarem a respeito da cláusula mandatória de transferência de tecnologia (off-set) que todos os fornecedores de alguma forma devem aderir. Muitos entendem que isso ao final de nada vale, pois na prática ninguém transfere conhecimento que custou milhões e milhões de dólares para ser obtido simplesmente porque está vendendo um determinado equipamento. Além do mais, transferir tecnologia pressupõe alguém capacitado em receber, seja em termos materiais e humanos, e aí o problema se agiganta pelo fato de termos pouca ou nenhuma empresa em condições. Da minha parte, eu sou um eterno entusiasta da política de Off-Set, convicto de que para um País como o nosso, com todas as nossas dificuldades, ela é a única forma de desenvolvimento científico e tecnológico capaz de superar o imenso gap existente entre nós e as nações mais desenvolvidas. Entretanto, da mesma forma que sou um incorrigível entusiasta em incentivar a indústria aeroespacial brasileira, eu sou um eterno frustrado pelos resultados obtidos até agora pelo nosso País, em especial pela Força Aérea. Recordo neste instante uma frase do Maj.Brig. José Rebello Meira de Vasconcellos, herói da FAB e veterano piloto de caça com 93 missões na Segunda Guerra Mundial que dizia num outro contexto, mas que se pode usar para o tema em discussão: “Não se pode ensinar nada a quem não quer aprender e não se aprende nada sem que alguém saiba ensinar”! Neste instante em que estamos definindo todos os aspectos concernentes à transferência de tecnologia que o vencedor da concorrência terá que cumprir, é bom olharmos para a experiência e resultados que a FAB obteve com o Programa de Industrialização Complementar (PIC) do programa AMX para não cometermos os mesmos erros que nos levaram a resultados tão pífios para o montante investido. Em minha modesta opinião, o Programa AMX, por meio desse PIC, oferecia (e dava) o paraíso que qualquer empresário sempre desejou: aquisição de tecnologia de ponta em determinadas áreas, capacitação de pessoal, ampliação e adequação de instalações, aquisição de máquinas e equipamentos e, talvez o mais importante, uma carga de trabalho garantida por várias décadas (enquanto a aeronave estivesse voando!). Naquela ocasião, selecionou-se um leque de empresas para receberem esse pacote por meio de um contrato de capacitação tecnológica e de industrialização de determinados equipamentos, e o resultado que temos hoje é ZERO ou muito próximo de ZERO! Á exceção da EMBRAER, quase todas as demais empresas desapareceram, obviamente após receberem todo o pacote de bondades governamental, de forma que hoje temos que recorrer ao exterior para fazer revisões gerais dos nossos equipamentos. Chegamos a montar uma fábrica completa para a fabricação de trem de pouso e componentes hidráulicos e qual é o resultado que temos hoje? Na área do motor, chegamos a comprar a sublicença de fabricação de componentes com alto teor tecnológico para que pudéssemos ter uma empresa capacitada a, no futuro, revisar nossos motores internamente, fabricar componentes e, eventualmente, até desenvolver motores aeronáuticos… e o resultado hoje é nenhum. Nossos motores de AMX têm que ser enviados para o exterior para revisões gerais com todo o enorme custo financeiro que isso significa. E não adianta considerar que a posse de uma “Golden-Share” por parte do governo na composição acionária da empresa é garantia de que tudo irá correr conforme desejamos, porque na prática isso pouco adianta se não sabemos como e quando usar essa “Golden-Share”, ou tivermos vontade política para usar. Recordo-me de ainda na ativa ouvir de oficiais mais antigos, por diversas vezes, em situações em que estava gerenciando o desenvolvimento de algum sistema, um quase mantra: “Nós não queremos repetir os erros do AMX”! Embora defenda com todas as forças o Programa AMX, seja pela aeronave fantástica que ele forneceu à Força Aérea, seja pelos pequenos, mas significativos resultados tecnológicos obtidos no desenvolvimento do avião, sou forçado a concordar que certas filosofias de Off-Set, de transferência de tecnologia etc. não deram certo e que é importante que neste momento nos voltemos para as experiências vividas no passado para não cometermos os mesmos erros. Transferência de tecnologia não é falácia, mas também não é a solução para todos os nossos problemas. O leque de empresas que temos é esse que existe aí, para o bem ou para o mal ; eventualmente podemos até recorrer a uma multinacional que aqui venha a se estabelecer! Os pífios resultados do passado não justificam que não tentemos mais uma vez. A Força Aérea sempre foi assim, sempre considerou as necessidades do País antes da sua própria necessidade; assim foi no passado e assim terá que ser agora. É a única forma de legarmos um País melhor a quem nos seguirá! 5- Decisão Política vs Decisão Técnica Durante o processo de seleção conduzido pela Força Aérea muito se falou de que a decisão seria política e não técnica. O próprio Presidente da República manifestou publicamente que, ouvida a Força Aérea, a decisão seria dele e de ninguém mais. Creio que ele está mais do que certo e que ninguém jamais colocou isso em dúvidas, pelo menos no âmbito da Força Aérea! Uma aquisição dessa monta, envolvendo uma imensa soma de recursos, com uma gama infindável de impactos na área geopolítica, tem que levar em conta os interesses maiores da nação e que somente o Presidente da República tem condições de avaliar concretamente. Entretanto, decisão política não significa uma decisão qualquer. Decisão política deve obedecer a pressupostos básicos que irmanam a nação em torno de seus objetivos nacionais permanentes e não, apenas, as conveniências do momento. Decisão política também exige explicações e justificativas coerentes a serem prestadas a toda a sociedade brasileira. Enganam-se aqueles que pensam que quanto maior o nível funcional menor é a necessidade de explicações e justificativas de seus atos! É exatamente o contrário pois maiores e mais amplas são as implicações daquilo que fazem e que falam! Nesse sentido, quanto mais completo, consistente e baseado em avaliações objetivas for o relatório técnico que a Força Aérea está produzindo, maior será a chance de que a decisão final, política, esteja em linha com a avaliação técnica e que a aeronave ao final escolhida atenderá, não apenas aos interesses políticos da nação, mas, também, às necessidades operacionais da Força Aérea. Em minha opinião, se na avaliação técnica duas aeronaves tiveram pontuação semelhante – por exemplo, numa escala de zero a cem, uma recebeu 95 pontos e uma outra 90, enquanto a terceira recebeu uma pontuação de apenas 30 pontos – uma decisão política que escolha a aeronave de 90 pontos em detrimento daquela com pontuação ligeiramente maior é perfeitamente aceitável. O que fica difícil de aceitar, e de justificar, mesmo politicamente, é que a escolha recaia naquela com pontuação extremamente inferior! De qualquer forma, como já disse no início desse artigo, independente das minhas opiniões e da decisão final a ser adotada, serei um ardoroso defensor da opção indicada pelo oficial responsável pela equipe técnica de avaliação; o relatório técnico assinado por ele eu assino embaixo, “em cruz”, sem dúvidas de que ela é a melhor para o nosso País e para a FAB. Nesse sentido, cabe um comentário final em relação a isso. 6- Decisão Final vs Disciplina Intelectual Nós, profissionais da Força Aérea, ao longo da carreira, somos treinados e incentivados a tomar decisões. Nosso métier – voar e combater – pressupõe análise permanente do cenário que nos cerca, das condições das nossas aeronaves, das condições meteorológicas e operacionais reinantes, das condições das nossas equipagens de combate, de todas as variáveis, enfim, envolvidas no voo para decidirmos o que é melhor para a nossa missão. Nossa rotina nos ensina e nos torna líderes naquilo que fazemos. Somos treinados para decidir, e decidir bem! Isso de alguma forma nos leva a ser extremamente críticos com alguma atitude diferente daquela que seria a nossa; até porque decisões erradas ou não apropriadas podem levar ao fracasso da missão e, por vezes, até a morte. Buscamos a perfeição e apenas o perfeito é aceito! Nesse sentido, os puristas que me perdoem, somos até um pouco indisciplinados! Mas como alguém já disse, não são as respostas que movem o mundo, mas, sim, as perguntas, os questionamentos, e é assim que chegamos aos dias de hoje, de uma Força Aérea altamente operacional, doutrinada e coesa, da qual temos orgulho de pertencer! Apesar disso, do nosso apurado espírito crítico, conclamo a todos a nos unirmos em torno de nosso comandante da Força Aérea e adotarmos como nossa a decisão que ele entender ser a melhor para a FAB. Todo e qualquer assessoramento já foi prestado, tudo que alguém havia de falar devia ter sido dito ao longo das análises feitas e, agora, temos que ter apenas uma escolha: a escolha que o comandante da Força Aérea tiver feito. Esqueçamos nossas diferenças, nossos conceitos, nossas concepções etc. Não podemos fazer como alguns ainda hoje fazem ao se manifestarem contra determinados projetos, décadas depois de eles terem sido implantados na Força. O que fazer com eles – jogar fora? Em verdade nem sei muito bem por que estou escrevendo tudo isso uma vez que estou na reserva, sou página virada, em nada contribuo e quando ele se tornar público, daqueles poucos que me questionaram a respeito, a decisão já terá sido tomada e ele pouco ou nada ajudará no processo. De qualquer forma, em respeito a esses amigos, fica registrado aqui o que penso em relação ao assunto; pode ser que no futuro, ele possa servir para alguma coisa! Um forte abraço e até o FX-3!!!! Brig R1 Teomar Fonseca Quírico 21 de outubro de 2009

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Uma opinião sobre o F-X2

Técnicos da Força Aérea Tailandesa treinam na Suécia para manter Gripen

Posted by: admin  /  Category: Aeronáutica e Aeroespacial

Programa de treinamento é parte do contrato tailandês, assinado em 2008, envolvendo a aquisição de seis caças Gripen A Gripen International informou nesta quarta-feira, 27 de janeiro, que o primeiro grupo de pessoal técnico da Força Aérea Real Tailandesa (Royal Thai Air Force RTAF) está na Suécia realizando o curso de conversão inicial de manutenção para o caça Gripen. Na foto acima, os técnicos que realizam o curso posam em frente a um Gripen da Força Aérea Tailandesa, juntamente com os instrutores da Força Aérea Sueca durante visita à Saab, em Linköping. Segundo a Gripen International , o treinamento já está em andamento na Escola Técnica das Forças Armadas Suecas, em Halmstad, e está programado para continuar até o final deste ano. O programa também inclui uma fase “On the Job Training” (OJT), literalmente, treinamento com a mão na massa, nas alas F 7 de Såtenäs e F 17 de Ronneby, unidades da Força Aérea Sueca. A Gripen International informou também que, numa iniciativa paralela, o Comandante da RTAF, Air Chief Marshal (”Marechal do Ar”, numa tradução literal) Itthaporn Subhawong, encontrou-se com o “Tenente General” (Lt. Gen.) Carlo Gagiano, Comandante da Força Aérea Sul Africana (SAAF – South African Air Force) para discutir áreas de interesse mútuo, o que inclui o caça Gripen e sua introdução na SAAF. Segundo o informe, o encontro se deu na Base Aérea de Makhado, a “casa” do Gripen na África do Sul. Discutiu-se, também, o compromisso dos dois países em cooperar e promover relações bilaterais.   FONTE:  Gripen International FOTOS: copywright  Gripen International / Saab NOTA DO BLOG: por ser complexa a adequação dos postos / graduação na hierarquia dos comandantes das duas Forças Aéreas citadas, quando comparadas entre si e à nomenclatura utilizada no Brasil e outras Forças, foi mantida a grafia original empregada no informe (escrito originariamente em inglês), acompanhada de uma tradução literal. Muitas vezes, os nomes confundem o público leigo e mesmo o que acompanha de perto o assunto Defesa – um caso comum é o da graduação Tenente-Brigadeiro, acima de Major-Brigadeiro, no sistema de graduação da FAB (o que também é o caso da SAAF e outras Forças, em que Lieutenant General está acima do Major General). Para ver o quadro de graduações das Forças Armadas no Brasil, clique aqui para acessar matéria no Blog Forte. LEIA MAIS: Voa o primeiro Gripen da Tailândia Segundo lote de Gripen para a Tailândia foi adiado Emirados e Saab assinam contrato para AEW

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